Arquivo da categoria: Sacramentos

>Sacramentos: Marcas do Eterno

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Podemos classificar ossacramentos em três grupos: de iniciação cristã, de cura e de serviço. Os deiniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia, acompanham, na maioria dasvezes, o desenvolvimento físico e intelectual do indivíduo. Já os de cura:Penitência e Unção dos Enfermos restauram a saúde do corpo e da alma, dando oalívio necessário. Os sacramentos de serviço: Ordem e Matrimônio, por sua vez,expressam o caminho de santificação que escolhemos percorrer. Cada um delespossui suas graças específicas, mas trazem em comum a importância de ser marcado Eterno em nossas vidas.

Os sacramentos de iniciação cristã nos inserem totalmenteno mistério de Cristo. Pelo Batismo, morremos para o pecado e somos sepultadoscom Cristo, submerso nas águas, e saímos dela ressuscitados com Ele, revestidosdo homem novo criados à imagem e semelhança de Deus, nos configurando comofilhos de Deus. Na Crisma confirmamos aquilo que nossos padrinhos juraram pornós no primeiro momento, e assumimos o seguimento de Cristo por nós mesmos, passandoda condição de filhos a discípulos, seguidores de Jesus. Para tanto, recebemosos dons do Espírito Santo, que frutificam em nós gerando as graças daperseverança na vocação cristã. A Eucaristia é o nosso alimento: Jesus na Ceia,sabendo que iria partir, quis permanecer perto de nós, e deu-se por comida ebebida para a nossa salvação. Na Missa, revivemos os mistérios da paixão, mortee ressurreição de Cristo, ofertamos ao Pai o único e verdadeiro sacrifício erecebemos d’Ele o Pão da Vida que nos sustenta e salva. Os sacramentos deiniciação, portanto, nos insere no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja, enos dá as condições necessárias para permanecer em Comunhão com Ela.
Quando quebramos as condições de pureza originaisprovenientes dos sacramentos de iniciação, vamos perdendo as característicasque revelam em nós a face de Deus: vamos adoecendo. Na Penitência, confessamosnossos pecados, nos declaramos culpados diante de Deus e saímos absolvidos detodas as faltas; somos curados de nossos pecados. No sacramento da Unção dosEnfermos, unem-se os sofrimentos do doente aos sofrimentos de Cristo como formade expiação de seus pecados; não se trata, portanto, de um sacramento para aspessoas que vão morrer, mas sim para todas aquelas que estão enfermas no corpoe querem canalizar seus sofrimentos para a remissão de seus pecados, asenfermidades da alma.
Dentre os caminhos de santificação na vocação cristã destacam-sedois como sacramentos de serviço. No sacramento da Ordem, o homem dedica suavida em sua totalidade ao projeto de Jesus, deixam tudo para seguir a Cristocomo os primeiros apóstolos fizeram. É um caminho árduo de santificação, quetem por missão levar o povo a Deus. É uma consagração total em favor dosirmãos. Outro caminho é o Matrimônio: quando o casal sela uma união de amor comDeus e passam a ser uma única carne, até que a morte os separe, prometendo serfecundos e gerarem frutos no amor, a constituírem família. A família é o lugarde santificação do casal e dos filhos; é o lugar que Deus os confiou para serescola onde se aprende a amar; é a criação sendo atualizada nos jardins denossa existência. Não existe caminho melhor ou pior, são caminhos diferentes,vocações diferentes com um único objetivo: a santificação através do serviço aopróximo.
Nos jardins de nossas vidas podemos identificar apresença oculta de Deus através das pegadas que Ele nos deixa em nossosaltares. Em mistério Ele se revela sem que os nossos olhos O possam ver: isto éSacramento. Ter a consciência das graças que cada um dos sacramentos nosoferece, dos efeitos que nos causam e das responsabilidades que nos trazem éreconhecer-se território santo onde Deus precisa ser reconhecido e adorado; éolhar as marcas e identificar em nós a imagem e semelhança daquele que noscriou; é um aperto de mãos entre o humano e Divino, confirmando com todos e comcada um de nós a aliança selada por Cristo na Cruz.

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>Sacramentos: Batismo

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O santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão. Batizar em grego significa “mergulhar”, “imergir”, o “mergulho” na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo, da qual com Ele ressuscita como “nova criatura”.
Todas as prefigurações da antiga aliança encontram sua realização em Cristo Jesus. Ele começa sua vida pública depois de ter-se feito batizar por João Batista no Jordão, e após sua Ressurreição confere esta missão aos apóstolos: “Ide, pois, fazei que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28, 19-20).
A partir do dia de Pentecostes, a Igreja celebrou e administrou o santo Batismo. Com efeito, Pedro declara à multidão impressionada com sua pregação: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38). Os batizados “vestiram-se de Cristo”. Pelo Espírito Santo, o Batismo é um banho que purifica, santifica e justifica.

O significado e a graça do sacramento do Batismo aparecem com clareza nos ritos de sua celebração: O sinal-da-cruz: assinala a marca de Cristo naquele que vai pertencer-lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos proporcionou por sua Cruz. O anúncio da Palavra de Deus: ilumina com a verdade revelada os candidatos e a assembléia, e suscita a resposta da fé, inseparável do Batismo. Profissão de fé: anúncio de aceitação aos pensamentos de Deus e da Igreja. A água batismal: A Igreja pede a Deus que, por sue Filho, o poder do Espírito Santo desça sobre esta água, para que os que forem batizados nela “nasçam da água e do Espírito” (Jo 3, 5). A veste branca: simboliza que o batizado vestiu-se de Cristo. A vela acesa: significa que Cristo iluminou o batizado. Em Cristo, eles são a luz do mundo.
Só quem pode receber o Batismo é a pessoa que ainda não é batizada. Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, as crianças necessitam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus. A prática de batizar crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o século II. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando “casas” inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças. Para que a graça batismal possa desenvolver-se, é importante a ajuda dos pais. Este é também o papel do padrinho e da madrinha, que devem ser cristãos firmes, capazes e prontos a ajudar o novo batizado, criança ou adulto, em sua caminhada na vida cristã.
Os bispos, padres e diáconos podem batizar. Em caso de necessidade, qualquer pessoa, mesmo não batizada, que tenha a intenção exigida, pode batizar utilizando a fórmula batismal trinitária, pois o Senhor mesmo afirma que o Batismo é necessário para a salvação.
Para aqueles que morreram sem o Batismo, mas manifestaram desejo explícito de recebê-lo, juntamente com o arrependimento de seus pecados e caridade, garante-lhes a salvação que não puderam receber pelo sacramento. Quanto às crianças mortas sem Batismo, a Igreja só pode confiá-las à misericórdia de Deus. Vale ressaltar que a Igreja Católica aceita o Batismo de algumas igrejas protestantes, porém estas não aceitam o Batismo da Igreja Católica.

>Sacramentos: Crisma

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“Tendo ouvido que a Samaria acolhera a palavra de Deus, os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, enviaram-lhes Pedro e João. Estes, descendo até lá, oraram por eles, a fim de que recebessem o Espírito Santo. Pois ele ainda não descera sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então começaram a impor-lhes as mãos, e eles recebiam o Espírito Santo” (At 8, 14-17).

A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras.
A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou caráter indelével; razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida. Na Igreja latina administra-se este sacramento quando se atinge a idade da razão, e normalmente se reserva sua celebração ao Bispo, significando assim que este sacramento autentica o vínculo eclesial.
Um candidato à Confirmação que tiver atingido a idade da razão deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber o sacramento e estar preparado para assumir sua função de discípulo e de testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nas ocupações temporais.
O rito essencial da Confirmação é a unção com o santo crisma na fronte do batizado, com a imposição da mão do ministro e as palavras: “Recebe, por este sinal, o Dom do Espírito Santo!” É evidente que só pode receber o Sacramento da Confirmação as pessoas batizadas.

>Sacramentos: Eucaristia

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Jesus disse: “Eu sou o Pão Vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. Quem come minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, permanece em mim e Eu nele” (Jo 6, 51.54.56).

A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na Cruz a seu Pai; por seu sacrifício Ele derrama as graças da salvação sobre o seu Corpo, que é a Igreja. A Celebração Eucarística comporta sempre: a proclamação da Palavra, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom de seu Filho, a consagração do Pão e do Vinho e a participação no banquete litúrgico pelo recebimento do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto.
A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica. É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.
Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor. Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronuncia as palavras da consagração ditadas por Jesus durante a Última Ceia: “Isto é o meu Corpo entregue por vós, este é o cálice do Meu Sangue”.

Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e seu Sangue, com sua Alma e sua Divindade.
Enquanto sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos mortos, e para obter de Deus benefícios espirituais e temporais. Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.
A santa comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar ao menos uma vez por ano.
Visto que Cristo está realmente presente no Sacramento do altar, é preciso honrá-lo com um culto de adoração. A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo, nosso Senhor. Tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no santo sacrifício nos identifica com seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une à Igreja do Céu, à santa Virgem Maria e a todos os santos.

“Daqui do meu lugar, eu olho teu altar,

e fico a imaginar aquele pão aquela refeição,
partiste aquele pão e o deste aos teus irmãos,
criaste a religião do Pão do Céu
do Pão que vem do Céu”

(Daqui do meu lugar – Padre Zezinho, scj)

>Sacramentos: Confissão ou Penitencia

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“Dizendo isso, soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 22-23).
O perdão dos pecados cometidos depois do Batismo é concedido por um Sacramento próprio chamado Sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação. Quem peca fere a honra de Deus e seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e a saúde espiritual da Igreja, da qual cada cristão é uma pedra viva. Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave que o pecado, e nada tem conseqüências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro.
Voltar à comunhão com Deus depois de tê-la perdido pelo pecado é um movimento que nasce da graça de Deus misericordioso e solícito pela salvação dos homens. É preciso pedir esse dom precioso para si mesmo e também para os outros.
O movimento de volta a Deus, chamado conversão e arrependimento, implica uma dor e uma aversão aos pecados cometidos e o firme propósito de não mais pecar no futuro. A conversão atinge, portanto, o passado e o futuro; nutre-se da esperança na misericórdia divina.
O sacramento da Penitência é constituído de três atos do penitente e da absolvição dada através do sacerdote. Os atos do penitente são o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados aos sacerdotes e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação. O arrependimento deve inspirar-se em motivos que decorrem da fé. Se o arrependimento estiver embasado no amor de caridade para com Deus, é chamado “perfeito”; se estiver fundado em outros motivos, será “imperfeito”.
Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a Igreja deve confessar a Deus através do sacerdote todos os pecados graves que ainda não confessou e de que se lembra depois de examinar cuidadosamente sua consciência. Mesmo sem ser necessária em si a confissão das faltas veniais, a Igreja não deixa de recomendá-la vivamente.
O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos atos de penitência, para reparar o prejuízo causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios ao discípulo de Cristo. Somente os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver podem perdoar os pecados em nome de Cristo.
Os efeitos espirituais do sacramento da Penitência são:
– a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recobra a graça;
– a reconciliação com a Igreja;
– a remissão da pena eterna devida aos pecados mortais;
– a remissão, pelo menos em parte, das penas temporais, seqüelas do pecado;
– a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
– o acréscimo de forças espirituais para o combate cristão.
A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua sendo o único meio ordinário de reconciliação com Deus e com a Igreja.
A confissão individual (auricular) é fundamental. A confissão comunitária só deve ser usada em casos raros quando a perigo de morte e o sacerdote não tem tempo de confessar a todos individualmente, ou em casos em que o sacerdote vai há um lugar poucas vezes, e não tem tempo de confessar a todos.


O Catecismo da Igreja afirma: “Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação com confissão e absolvição gerais. Esta necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de morte sem que o ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir a confissão de cada paciente. A necessidade grave pode apresentar-se quando, tendo em vista o número de penitentes, não havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso os fiéis devem ter, PARA A VALIDADE DA ABSOLVIÇÃO, O PROPÓSITO DE CONFESSAR INDIVIDUALMENTE SEUS PECADOS NO DEVIDO TEMPO. (Código de Direito Canônico § 962). Um grande concurso de fiéis por ocasião das grandes festas ou de peregrinações não constitui caso de tal necessidade grave.” (Catecismo § 1483).

>Sacramentos: Unção dos Enfermos

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“Alguém entre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados” (Tg 5,14-15).
O Sacramento da Unção dos Enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado da enfermidade grave ou velhice. O tempo oportuno para receber a sagrada unção é certamente aquele em que o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte devido à doença ou à velhice.
Cada vez que um cristão cair gravemente enfermo, pode receber a sagrada unção. Da mesma forma, pode recebê-la novamente se a doença se agravar. Só os sacerdotes podem administrar o sacramento da Unção dos Enfermos; para conferi-lo, empregam óleo consagrado pelo Bispo ou, em caso de necessidade, pelo próprio presbítero celebrante.
O essencial da celebração deste sacramento consiste na unção da fronte e das mãos do doente, unção compartilhada da oração litúrgica do presbítero celebrante, que pede a graça especial deste sacramento. A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos:
– a união do doente com a paixão de Cristo, para seu bem e o bem de toda a Igreja;
– o reconforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice;
– o perdão dos pecados, se o doente não pode obtê-lo pelo sacramento da Penitência;
– o restabelecimento da saúde, se isso convier à salvação espiritual;
– a preparação para a passagem à vida eterna.

>Sacramentos: Matrimônio

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Paulo diz: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja… É grande este ministério: refiro-me à relação entre Cristo e sua Igreja” (Ef 5, 25-32).

O pacto matrimonial, pelo qual um homem e uma mulher constituem entre si uma íntima comunidade de vida e de amor, foi fundado e dotado de suas leis próprias pelo Criador. Por sua natureza, é ordenado ao bem dos cônjuges, como também à geração e educação dos filhos. Entre os batizados, foi elevado, por Cristo Senhor, à dignidade de sacramento.
O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja. Concede aos esposos a graça de amarem-se com o mesmo amor com que Cristo amou sua Igreja; a graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna.
O Matrimônio se baseia no consentimento dos contraentes, isto é, na vontade de doar-se mútua e definitivamente para viver uma aliança de amor fiel e fecundo. Como o Matrimônio estabelece os cônjuges num estado público de vida na Igreja, convém que sua celebração seja pública no quadro de uma celebração litúrgica diante do sacerdote, das testemunhas e da assembléia dos fiéis.
A unidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade são essenciais no Matrimônio. A poligamia é incompatível com a unidade do matrimônio; o divórcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal de seu “dom mais excelente”: a prole.
O novo casamento dos divorciados ainda em vida do legítimo cônjuge contraria o desígnio e a lei de Deus que Cristo nos ensinou. Eles não estarão separados da Igreja, mas não tem acesso à comunhão eucarística. Levarão vida cristã principalmente educando seus filhos na fé.
O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã.

>Sacramentos: Ordem

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Paulo disse a seu discípulo Timóteo: “Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que há em ti pela imposição de minhas mãos” (2Tm 1,6), e “se alguém aspira ao episcopado, boa obra deseja” (1Tm 3,1). A Tito dizia ele: “Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi” (Tt 1,5).
Toda a Igreja é um povo sacerdotal. Graças ao Batismo, todos os fiéis participam do sacerdócio de Cristo. Esta participação se chama “sacerdócio comum dos fiéis”. Baseado nele e a seu serviço existe outra participação na missão de Cristo, a do ministério conferido pelo sacramento da Ordem, cuja tarefa é servir em nome e na pessoa de Cristo Cabeça no meio da comunidade.
O sacerdócio ministerial difere do sacerdócio comum dos fiéis porque confere um poder sagrado para o serviço dos fiéis. Os ministros ordenados exercem seu serviço com o povo de Deus por meio do ensinamento, do culto divino e do governo pastoral.
Desde as origens, o ministério ordenado foi conferido e exercido em três graus: o dos bispos, o dos presbíteros e o dos diáconos. Os ministérios conferidos pela ordenação são insubstituíveis na estrutura orgânica da Igreja. Sem o bispo, os presbíteros e os diáconos, não se pode falar de Igreja.
O Bispo recebe a plenitude do sacramento da Ordem que o insere no Colégio Episcopal e faz dele o chefe visível da Igreja particular que lhe é confiada. Os Bispos, como sucessores dos apóstolos e membros do Colégio, participam da responsabilidade apostólica e da missão de toda a Igreja, sob a autoridade do Papa.
Os presbíteros estão unidos aos bispos na dignidade sacerdotal e ao mesmo tempo dependem deles no exercício de suas funções pastorais; são chamados a ser atentos cooperadores dos bispos; formam em torno do seu bispo o “presbitério”, que com ele é responsável pela Igreja particular. Recebem do bispo o encargo de uma comunidade paroquial ou de uma função eclesial determinada.
Os diáconos são ministros ordenados para as tarefas de serviço da Igreja; não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação lhes confere funções importantes no ministério da Palavra, do culto divino, do governo pastoral e do serviço da caridade, tarefas que devem cumprir sob a autoridade pastoral de seu Bispo.
O sacramento da Ordem é conferido pela imposição das mãos, seguida de uma solene oração consecratória que pede a Deus, para o ordinando as graças do Espírito Santo, necessárias para exercer seu ministério. A ordenação imprime um caráter sacramental permanente.
A Igreja só confere o sacramento da Ordem a homens batizados, cujas aptidões para o exercício do ministério foram devidamente comprovados. Cabe à autoridade da Igreja a responsabilidade e o direito de chamar alguém para receber as Sagradas Ordens. Cabe aos Bispos conferir o sacramento da Ordem nos três graus.

>Exame de Consciência para a Confissão

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Diz o Catecismo da Igreja Católica:

“O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna. ” (CIC 1849)

“Para que um pecado seja mortal (ou pecado grave) requerem-se rês condições ao mesmo tempo: é pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente (plena liberdade).” (CIC 1857)


“O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos.” (CIC 1968)


“O perdão dos pecados cometidos após o Batismo é concedido por um sacramento próprio chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação. (…) O sacramento da Penitência é constituído de três atos do penitente, e da absolvição dada pelo sacerdote. Os atos do penitente são: o arrependimento, a confissão ou declaração dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação. (…) Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a Igreja, deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não confessou e de que se lembra após examinar cuidadosamente sua consciência.” (CIC 1486-1493)


A lista abaixo NÃO esgota necessariamente todas as variedades possíveis de pecado. Ela pretende, porém, auxiliar um bom exame de consciência. Foi feita com base no Catecismo da Igreja Católica, parágrafos de 2030 a 2557.



1º Mandamento (“Amar a Deus sobre todas as coisas”)

•Duvidei da existência de Deus?
•Duvidei de alguma verdade de fé ou moral definida pela Igreja?
•Busquei ou acreditei em falsas doutrinas (astrologia, magia, espiritismo, etc)?
•Deixei de cumprir promessas ou votos que fiz?
•Recusei a obediência às autoridades da Igreja?
•Comunguei sabendo que estava em pecado mortal?

2º Mandamento (“Não tomar seu Santo Nome em vão”)


•Blasfemei a Deus ou as coisas de Deus?
•Desrespeitei a Deus ou as coisas de Deus?
•Jurei falso ou sem necessidade?


3º Mandamento (“Guardar domingos e festas de guarda”)


•Faltei a Santa Missa Dominical ou em festas de preceito?
•Trabalhei no Domingo sem necessidade?


4º Mandamento: (“Honrar pai e mãe”)


•Deixei de cumprir meus deveres com meus pais (respeito, gratidão, obediência e ajuda) e minha família?
•Não cumpri os justos deveres de um cidadão?


5º Mandamento: (“Não matar”)


•Cometi homicídio voluntário?
•Abortei?
•Apoiei a eutanásia ou o suicídio?
•Levei outra pessoa a pecar, por ação ou omissão?
•Deixei de cuidar da minha saúde?
•Usei drogas?
•Expus a situação de risco a minha vida ou a de outras pessoas?
•Cometi atos contrários à dignidade da pessoa?
•Odiei, desprezei, maltratei alguém?
•Não perdoei?


6º Mandamento (“Não pecar contra a castidade”) e
9º Mandamento (“Não desejar a mulher do próximo”)


•Eu me masturbei?
•”Fiquei” sem a intenção de namorar com a pessoa?
•Traí meu namorado (a) ou fui cúmplice de traição?
•Tive relações sexuais antes do casamento?
•Cometi adultério?
•Cometi práticas homossexuais?
•Expus meu corpo com roupas escandalosas?
•Eu me expus a ocasiões de pecado (imagens pornográficas, locais, conversas, etc)?
•Consenti em olhares, pensamentos ou outros atos impuros?
•Utilizei métodos contraceptivos artificiais?
•Espacei o nascimento dos filhos sem razão justa?
•Fiz inseminação artificial?


7º Mandamento (“Não furtar”) e
10º Mandamento: (“Não cobiçar as coisas alheias”)


•Roubei?
•Despeitei os bens das outras pessoas ou a justiça social?
•Desrespeitei a criação de Deus?


8º Mandamento (“Não levantar falso testemunho”)


•Menti?
•Pensei mal de alguém sem motivo?
•Caluniei ou difamei?


Mandamentos da Santa Igreja


•Passei o ano sem me confessar?
•Deixei de comungar na Páscoa?
•Jejuei e abstive-me de carne na preparação das festas litúrgicas como manda a Igreja?
•Deixei de ajudar as necessidades materiais da Igreja segundo minhas possibilidades?


Pecados capitais


“Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais (…). São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, a inveja, a ira, a impureza, a gula e a preguiça.” (CIC 866)