Arquivo da categoria: Sentimentos

>Um lugar chamado Saudade

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Que sentimento difícil de se conviver… O desejo de estar perto, de reviver tantos momentos felizes e a necessidade de permanecer, de seguir em frente sem olhar atrás. O poeta disse que “a saudade é um lugar que só chega quem amou”. Estou aprendendo a viver neste lugar chamado saudade. A adaptação não tem sido nada fácil, cada dia que passa o sentimento se intensifica. Todos os dias tenho tido a oportunidade de me ligar com todos aqueles que amo, pois o Altar nos faz um só coração, e em comunhão todas as distancias se desfazem. É a esperança diária do reencontro. É a graça de comungar corações e sentir bater no peito, uníssonos, todos aqueles que comigo congregam no Amor de Deus. “Meu coração grita forte, que vocês fazem parte de mim!”. Sempre n’Ele!

>Porto Princípie… O que restou?

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“Por que é que Deus nega uma saída
ao homem que já não vê sentido para o seu caminho?
Em vez de comida, só me aparecem lágrimas;
servem-me gemidos em vez de água para beber.
Aquilo que eu tanto temia caiu sobre mim,
o que me aterrorizava aconteceu-me.
Não tenho sossego nem repouso;
vivo sem descanso, entre sobressaltos.

Caiu sobre mim o terror,
todo o meu corpo se transiu de medo.
O vento bateu no meu rosto
e todos os meus cabelos se puseram em pé.
Estava na minha frente, mas não o reconheci;
era como uma imagem diante de mim, em silêncio.

Grita, para ver se alguém te responde!
Para qual dos santos te vais voltar?
Pois a injustiça não nasce da terra
nem a miséria brota do chão.
É do próprio homem que nasce a miséria,
como centelhas a saltar do fogo e voando pelo ar.

Se fosse eu, voltava-me para Deus
e contava-lhe as minhas preocupações.
Ele faz maravilhas insondáveis
e prodígios que não têm conta.
Dá a chuva à terra,
manda a água para regar os campos;
faz levantar os humildes
e dá segurança aos aflitos…”

(Livro de Jó 3, 23 – 26; 4, 14 – 16; 5, 1 e 6-11)




O texto parece descrever o que vemos estampado na mídia:

Tragédias e mais tragédias, mortos e mais mortos…
O homem que brinca de Deus reconhece a força da natureza
Pena que tarde demais…
Cidades inteiras destruídas,
milhares de corpos espalhados pelas ruas…
Homens e mulheres, ricos e pobres,
negros, brancos, crianças ou adultos…
todos num mesmo patamar de medo, de tristeza.
Olhares perdidos no horizonte… Para onde ir? Nada restou
Tudo são ruínas… Por onde recomeçar? Quem restou?
No meio de tanta dor e aflição, o que ficou foi a Fé!




Fé: “Firme fundamento das coisas que se esperam

e prova das coisas que não se vêem.” (Hb 11, 1)

>Determinação

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>Um pouco mais de mim…

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Caros leitores, há quase um mês não posto nada de novo em meu blog. Recebi alguns e-mails questionando o motivo de minha ausência no mundo virtual, nesta postagem, quero “justificar” a minha ausência, e partilhar um pouco do que tenho vivido nestes tempos.
Tenho vivido um momento de profunda intimidade comigo mesmo, questionando antigos valores, velhos hábitos, costumes etc. Tudo começou em um retiro espiritual que participei com as catequistas da paróquia de Santo Antão, no Santuário da Divina Misericórdia, com o Padre Adilson, em Arcoverde.
Ainda no começo do dia, uma serva da Obra da Divina Misericórdia pediu que me apresentassem a ela, justificando que se perguntasse diretamente a mim quem sou, eu não responderia o que ela queria saber. Enfim, uma catequista me apresentou como um “braço forte” da catequese, que sempre atendia aos pedidos de socorro da mesma, organizando retiros com os catequizandos etc. além de ser um jovem atuante na paróquia, em diversas pastorais e tal… essas coisas que não me sinto muito à vontade em ouvir. Logo depois, chegando o Padre Adilson, que pregaria nosso retiro, fomos à trilha, onde meditaríamos sobre a catequese enquanto estávamos recitando o Terço da Misericórdia. Ainda na frente do Santuário, o padre fez uma pausa na reflexão e olhando pra mim pediu novamente que me apresentassem.
Aí começaram os meus questionamentos desse mês: Ao me abraçar, Padre Adilson me disse: “Vejo muitas mãos estendidas para você. São almas sedentas de Deus! Coragem!”. Aquelas palavras me desconcertaram, e ainda provocaram choro de algumas catequistas. Enfim… passou o dia. Em alguns momentos, ainda durante o encontro, o Padre se dirigiu a mim com algumas palavras de profecia sobre missão etc. A pergunta é: Estou pronto?
O tempo passou. Ainda esse mês, pude participar de alguns encontros: F-1, Assembléia Paroquial de Santo Antão, EJC de Nossa Senhora dos Impossíveis, pós encontros do EJC, Encontro de Namorados com a Pastoral Familiar… entre outros, que fui enviado em missão para falar d’Ele.
Desde que vim para Vitória, passei a comungar todos os dias, o que tem me dado uma força nunca antes sentida, porém, junto com ela vieram os fortes atentados do mal. Primeiro quis atacar meus sentidos, e não permitir que eu me concentrasse em oração, ouvindo com detalhes tudo o que estava ao meu redor. Hoje, estou sendo atormentado por um ativismo religioso. Durante as Missas, tenho me pego pensando em próximos encontros, como executá-los,novidades a serem incorporadas… Num olhar desatento, qualquer um diria que se trata de inspiração divina, afinal, todas essas coisas me vieram em pensamento durante a Celebração Eucarística… isso se eu estivesse participando bem da celebração, mas não estava.
Fiz a opção de me afastar da internet por uns tempos. Precisava me dedicar a outras atividades, a mim mesmo também. Preciso redescobrir a minha essência. Tenho me dedicado mais à leitura, à oração. Estou procurando escutar mais a Deus, ficar mais com Ele, me apaixonar cada dia mais por Ele.
Neste feriadão do dia das crianças, viajei com a família para Tamandaré. No domingo, fui à Igreja participar da Adoração ao Santíssimo e acabei conduzindo aquele momento com a comunidade. Ao chegar em casa, ouvi que isso só aconteceu porque eu estava “vestido de padre”, com uma roupa preta, que por sinal eu sempre usei, e uma cruz peitoral. Isso aumentou os meus questionamentos: Estar apaixonado por Jesus implica ser diferente fisicamente? Creio que não, mas é inevitável que alguém assim seja diferente entre os demais mesmo não carregando em si nenhum sinal. Ainda pensei em deixar de usar a cruz, ou mesmo de sair de casa levando o breviário pra Celebração, mas não farei isso. Não preciso disso.
Ontem à noite, estava na Missa, adorando o Senhor na Capela do Santíssimo, pois já havia participado da Celebração à Tarde. Na hora da Comunhão, saí da capela para comungar, e esqueci de calçar as sandálias, que ficaram lá onde estava rezando. As pessoas olhavam pra mim e para meus pés de forma irônica ou indiferente. Me senti mal por estar chamando atenção daquela forma, não era minha intenção. Logo percebi que novamente estava pensando em satisfazer as pessoas e ignorei aqueles pensamentos.
Enfim, em tudo que tenho vivido nesses últimos tempos, tenho questionado sobre o real motivo de estar fazendo: Será que estou seguindo a Deus ou às Suas obras? Será que tenho feito tudo por mim mesmo, pelo próximo ou verdadeiramente por Deus? Uma só certeza eu tenho: a cada dia que passa eu me sinto mais e mais apaixonado por esse Deus que me amou primeiro, e me escolheu mesmo sendo tão fraco, falho e miserável. Ele quis fazer brotar lindos jardins na terra seca do meu coração, brotando vida onde antes só havia morte.
Quero um dia, enfim, poder dizer que o meu viver é Cristo, já não sou eu quem vivo, mas Cristo que vive em mim, que minha vida está escondida com Cristo, em Deus. Enquanto não sou digno de dizer essas coisas: “Vou sofrendo, mas seguindo enquanto tantos não entendem. Vou cantando minha história, profetizando que eu posso, tudo posso em Jesus!”
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Forte abraço a todos, paz e bem da parte de Deus!
Contem com minhas humildes orações.

>Inflama-me, Senhor!

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Tudo estava muito bem ontem à noite. Como de costume, estava em meu momento de adoração, na capela do Santíssimo da Matriz de Santo Antão, durante a celebração do domingo à noite.
Sem me aperceber, embarquei numa viagem impressionante, que em mim teve poder de restauração. Estava sentado no chão, de frente pro sacrário, na parte de dentro da grade. De olhos fechados, visualizei um local totalmente sombrio, talvez eu nunca tenha visto nada tão escuro nesta terra. Eu não conseguia enxergar nada em torno a mim, era assustador, apavorante.
Ao olhar para cima, percebi que o céu ardia em chamas, como uma fogueira que se consome. Era um fogo que estava em constante dança, um movimento que lembrava as tempestades solares captadas por nossos telescópios mais potentes. Era um único fogo: imenso. Tomava todo o céu, logo abaixo, a mais profunda escuridão. Aquele fogo me trazia um conforto inestimável, uma paz nunca antes sentida que me impulsionava a querer subir.
De repente uma pequena centelha pousou sobre mim, tomando todo o meu corpo rapidamente. Eu estava queimando por inteiro. A partir desse momento eu não via apenas em primeira pessoa, mas como se eu fosse parte daquela grande chama que estava acima de mim, me via tudo do alto, em terceira pessoa.
Percebi então que eu estava lá embaixo no meio da escuridão me consumindo por inteiro. Era uma chama em forma humana, um ponto de luz infinitamente pequeno no meio das trevas, mas que aos poucos começava a clarear o caminho onde estava trilhando.
Como alguém que coloca as mãos a frente do corpo para perceber algum obstáculo no escuro, percebi que de minhas mãos saiam fagulhas capazes de incendiar outras pessoas. Foi então que pude ver que não estava sozinho naquele lugar. Muitas outras pessoas estavam estáticas naquela escuridão. Aos poucos os meus olhos foram se acostumando com o brilho que saia de mim, e pus-me a andar.
À medida que eu ia passando, incendiava aquelas pessoas que estavam próximas a mim. A chama logo se espalhou, e um corredor de fogo foi criado no meio das trevas. Éramos nós que nos consumíamos, brilhando em meio às trevas, mas com um brilho infinitamente menor do que aquele que podíamos avistar no céu.
Tentei seguir adiante naquele corredor, mas fui impulsionado a olhar atrás, e vi que algumas criaturas escuras sugavam as chamas daqueles que eu havia inflamado a ponto de voltarem totalmente às trevas. Eu precisava fazer alguma coisa, precisava voltar. Mas o que fazer com uma luz tão pequena no meio daquela escuridão, qualquer coisa parecia um nada.
Mais uma vez uma centelha caiu sobre mim, não mais como um pingo de chuva, mas como um cordão que me unia ao céu. Tomado por uma força maior, me joguei contra as pessoas que ainda estavam se consumindo no corredor, e formamos um único fogo, interligado aos céus através de um cordão de fogo.
Nesse momento, tudo que era trevas foi dissipado. Como numa explosão nuclear, não enxergava nada além da claridade. Um brilho intenso que ofuscava totalmente a visão.
Aos poucos, os olhos foram se acostumando, à medida que o brilho diminuía, e eu voltava a enxergar. Foi então que fui percebendo a beleza do lugar onde eu estava. Muitas árvores, flores das mais diversas formas e cores, a grama muito bem aparada, uma linda cachoeira cujas águas corriam suave entre as pedras.
Haviam muitas pessoas naquele lugar. Todas elas tinham um brilho especial na face. Suas roupas eram tão alvas que não posso comparar com nenhuma das cores que conhecemos aqui. No céu, minha atenção voltou-se para o Sol que nos iluminava e aquecia, de um brilho tão intenso, estava com aparência de eclipse, onde uma mancha escura o sustentava. Aos poucos pude perceber que a mancha era um grande trono onde Deus estava assentado.
Ver-te enfim face a face! Não, eu não consegui. O brilho que emanava d’Ele me impedia de contemplá-lo, mas a presença envolvia-me numa felicidade indescritível, eu não conseguia mais pensar em nada a não ser n’Aquele que me fazia brilhar.
Como num despertar, fui trazido de volta a mim pelos Ministros da Eucaristia, que chegavam ao Sacrário para buscar as âmbulas para a comunhão. Ainda meio desorientado sem acreditar no que tinha visto, levantei-me dali e fui comungar.
Não sei se foi um sonho, se foi uma visão ou se realmente estive naquele lugar. Agora não cabe a mim julgar se foi real a fantástica experiência que vivi domingo a noite. No mais, só lembro da frase que Kayo me disse ao me encontrar no calçadão após a celebração: – Daniel? Que alegria é essa? Você está brilhando!

>Eu não me acostumei nas terras onde andei!

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Faz algum tempo que não tenho inspiração para escrever o que sinto. Foram momentos muito bons, vividos com intensidade nesse último mês. Muito aprendizado, muito serviço… pessoas chegaram pra ficar, outras passaram despercebidas… alguns que estão conosco a muito, resolveram partir.

Tenho vivido com radicalidade o Amor de Deus! O amor gratuito, o amor doação… Deixar-se consumir como vela que queima no altar! Estou aprendendo o que isso significa na prática… E quer saber? Estou muito feliz com minhas escolhas.

Nunca tive tanta certeza dos planos de Deus em minha vida… nunca estive tão disposto a responder positivamente aos sonhos do Criador… Está chegando a hora do nascimento, estou terminando de ser gestado. Nascer requer coragem! Implica sofrimentos! Estou pronto? Quase. Algumas coisas ainda estão para fazer.

Essa semana estou vivendo um sofrimento diferente. Sinto o peso das máscaras que me obrigam a ser quem não sou… Quero jogar tudo pra cima, e seguir meu caminho, mas ainda sinto o peso das expectativas. Olho pros lados e vejo que muitos laços que deviam existir, nunca foram criados, e que é impossível sentir falta do que nunca se teve. Tenho encontrado em Deus a força necessária para seguir, através das palavras de alguns amigos.

Pouco tempo foi o suficiente para redescobrir que aqui não é meu lugar. Tenho sede de eternidade, tenho sede de servir. Viver em um lugar em que não tenho a liberdade de ser o que Deus quer de mim me escraviza, mas Ele me criou para a liberdade!

É hora de recomeçar! É hora de abrir mão de uma vez por todas dos meus sonhos para que Deus possa sonhar em mim. É hora de ser d’Ele todos os minutos de minha vida, e não apenas alguns dias da semana. É hora de amar! Amar a Deus, amar a mim, amar o próximo.

“Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim!”. É hora de realizar essa profecia em minha vida! Estou pronto. “Dá-me Tua graça para que eu possa prosseguir e a Tua força pra que eu não possa desistir, pois sou Teu, e Tu és meu, só Tu és dono de mim”. Enquanto isso ando por essas terras estranhas, esperando o momento certo de pegar a estrada na rota do eterno.

>Lágrimas no Silêncio

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Às vezes pareço ser tão diferente das pessoas que me cercam que me pego a questionar sobre o mundo em que vivo. Meus olhos tristes não compreendem mais a vida. Tudo está relativizado: as coisas são boas ou ruins dependendo do ponto de vista. Deus tornou-se relativo na vida das pessoas: se me faz bem, e me dar prazer é muito bom, mas se exige de mim esforço, sacrifício, doação, imolação, logo encontro argumentos para dizer que esta não é a vontade de Deus na minha vida.

Mas afinal, o que é a vontade de Deus? Talvez eu nunca tenha escutado a voz de Deus como um trovão, ou uma voz que vem do céu… Mas escuto a Deus através das pessoas que me falam, na Palavra, na minha consciência. E se os pensamentos que me impulsionam à construção do Reino de Deus não vierem dEle, de onde vem? Acaso estou indo contra a vontade daquele que me enviou, e agora me diz: “Não vá mais!”.

Ah, talvez eu tenha entendido errado… não é pra eu parar com tudo, é pra eu escolher o que tenho de fazer, de forma que eu não me desgaste tanto! Acho que isso sim seria vontade minha e não de Deus. Será que preciso planejar melhor a forma de agir em nome da Trindade, uma fórmula que seja mais conveniente, e que não exija tanto de mim?

Hoje descobri que prefiro errar amando a acertar parado.

A vida é tão breve: nossa parcela no plano de salvação é tão pequena, e nós queremos nos dar o direito de sermos cristãos parciais… apenas quando nos convém.

Exagero? Pra mim não… mas o que importa?! Tudo é relativo nos dias de hoje…

“Quer me seguir? Pegue sua cruz, renuncie a si mesmo e siga-me”… Cruz? Renúncia? Pra que isso? Já passou o tempo em que as pessoas precisavam sofrer e precisavam abrir mão dos seus sonhos para sonhar os Sonhos de Deus…

Doação, sacrifício? Coisas do passado… Ah! Tem uma música tão linda que diz: “Deus te quer sorrindo”… Está vendo? Deus não te quer cansado e abatido… Desse jeito você não consegue ajudar ninguém!

Como se fosse eu o autor da obra… Prefiro continuar na condição de instrumento! Quero me abandonar nas mãos dEle sem pensar duas vezes, quero renunciar a mim mesmo, esquecer de mim, para que eu possa lembrar daqueles que estão ao meu redor e precisam de meus braços, minhas pernas, minha voz, meus dons… não por serem meus, mas por serem dEle. Talvez o sorriso que eu precise dar nesse dia é ao enxergar Jesus carregando a cruz comigo, me dizendo: “Coragem! Eu estou contigo!” Não desiste não! “Quem perde a sua vida por mim a encontrará!”.

Senhor, faz-me fiel aos Teus propósitos em minha vida! Leva-me aonde os outros não tem a coragem de ir… Quero me consumir, Senhor, como vela que queima no altar, como neve que se derrete ao Sol, na plena certeza de que tudo é Amor!

Que eu possa viver o resto dos meus dias no livre propósito de “em tudo amar e servir”, mesmo que pra isso eu precise me imolar, me doar por completo.

Senhor, “minhas mãos solicitas, meu cansaço que a outros descanse, amor que almeja seguir amando!”

>Silenciar…

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“Onde é que você vai com tanta pressa,
com esse ar de quem tem muito o que fazer?…
…Chega mais perto, não tenha medo,
não diga nada, silêncio é palavra que não faz segredo”.

Silêncio: a eloquência que fala mais alto que as palavras!
É TEMPO DE SILENCIAR!

“Do teu majestoso silêncio estás a me olhar
nada mais preciso, nem anseio”.

>“Não obrigues outras pessoas a viverem como tu vives" – Santa Catarina de Sena

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Como é difícil seguir este ensinamento, e ver as pessoas que amamos levarem uma vida distante de Deus. Mas será que eles estão distante de Deus, ou apenas levam uma espiritualidade diferente da minha?


Precisamos nos livrar da falsa santidade que muitas vezes nos toma, quando achamos que somos melhores que alguém, ou que estamos mais próximos de Deus que os outros. É necessário recordar que somos tão pecadores quanto, e que Jesus sempre teve preferência pelos piores.


Por diversas vezes julgamos o modo de vida das pessoas, e neste jogo de culpas sempre achamos que a forma como vivemos é a melhor, é a mais certa. Esquecemos muitas vezes que temos uma formação diferente daqueles a quem julgamos.


O pecado prevê o conhecimento de causa. Quem tem maior pecado, eu que julgo, ou o outro que pratica sem o conhecimento?


Melhor que apontar os erros dos outros é rever os nossos, recordando das lições do Mestre: “Aquele que não tiver pecado que atire a primeira pedra.” Se Deus não condenou, quem sou eu para fazer isto? “Não julgueis para não serdes julgados”.


Senhor, dá-me a graça de amar os irmãos como eles são,

crescendo junto com eles, aprendendo com os nossos erros.

Senhor, faz-me a cada dia mais parecido contigo.

Ensina-me a olhar com Teus olhos, ver a essência.

Ensina-me a perdoar como Tu me perdoas.

Ensina-me a ser amigo, como Tu és.

Dá-me, Senhor, um coração que seja puro,

manso e humilde como o Teu.

Amém.

>Ressuscita-me, Senhor!

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Hoje é Páscoa, Cristo Ressuscitou! Mas onde?
As pessoas estão se presenteando com ovos de chocolate
Mas não são capazes de oferecer o perdão.
Estão se confraternizando em família com belos banquetes,
Enquanto nega-se um pedaço de pão aquele que bate na porta,
Ou mesmo guardando rancor contra aquele que está sentado à mesa.

Hoje é dia de grande alegria, mas estou triste.
Triste por ver que à minha volta, em poucos corações
Cristo realmente pôde ressuscitar.
Um sentimento vazio me toma neste dia
Ao ver que a maioria daqueles que me cercam
Nem sabem ao certo o que estamos celebrando.

A culpa é minha! A mesma boca que aclama o Rei,
tem o mandado à cruz através dos pecados.
Continuo a flagelar o Filho de Davi todos os dias.
O mesmo que me mandou anunciá-Lo,

O mesmo que confiou a mim esta missão
É negado por muito mais de três vezes.

Já o traí muitas vezes, mas não entrei em desespero como Judas
Continuo a confiar na Infinita Misericórdia do Pai,
Que por amor nos deu seu único Filho.
Não sou capaz de dizer que amo a Deus sobre todas as coisas
Sou humano, impuro, imperfeito , pecador.

Lava-me Senhor com Teu Santo Sangue,
Que por mim foi derramado
Purifica-me de todo o meu pecado
Liberta-me de todas as amarras do inimigo
Não é minha intenção Te magoar, nunca foi,
Mas sou fraco, e logo te abandono, te nego e te traio.

Senhor, não permitais que eu me acostume com Tua presença
Preenche todos os vazios que insistem em existir em meu coração
Só Tu podes chegar onde eu não mais alcanço.
Quero ser sepultado contigo Jesus.
Deixar pra trás tudo que é velho, tudo o que é podre em mim
E ressuscitar todos os dias contigo. como homem novo.

Dá-me a graça de ser Teu servo,
Mesmo sendo um dos piores
Faz brotar em mim as sementes da eternidade
Faz de mim um adorador.
Tira-me deste estado de morte,
Tira-me desta Cruz…
Perdoa-me! Purifica-me!
Santifica-me! Ressuscita-me!

Que tudo vençamos pelo amor

Teu amor cegou o olhar perdido da maldade
Paralisou os passos largos da mentira

Quando a minha miséria se encontrou
com a Terra Santa do Teu Coração
assim como a morte e a cruz
vida brotou

No Teu abraço, o peito cansado
Pelos erros rasgado, voltou a bater.