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>Inflama-me, Senhor!

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Tudo estava muito bem ontem à noite. Como de costume, estava em meu momento de adoração, na capela do Santíssimo da Matriz de Santo Antão, durante a celebração do domingo à noite.
Sem me aperceber, embarquei numa viagem impressionante, que em mim teve poder de restauração. Estava sentado no chão, de frente pro sacrário, na parte de dentro da grade. De olhos fechados, visualizei um local totalmente sombrio, talvez eu nunca tenha visto nada tão escuro nesta terra. Eu não conseguia enxergar nada em torno a mim, era assustador, apavorante.
Ao olhar para cima, percebi que o céu ardia em chamas, como uma fogueira que se consome. Era um fogo que estava em constante dança, um movimento que lembrava as tempestades solares captadas por nossos telescópios mais potentes. Era um único fogo: imenso. Tomava todo o céu, logo abaixo, a mais profunda escuridão. Aquele fogo me trazia um conforto inestimável, uma paz nunca antes sentida que me impulsionava a querer subir.
De repente uma pequena centelha pousou sobre mim, tomando todo o meu corpo rapidamente. Eu estava queimando por inteiro. A partir desse momento eu não via apenas em primeira pessoa, mas como se eu fosse parte daquela grande chama que estava acima de mim, me via tudo do alto, em terceira pessoa.
Percebi então que eu estava lá embaixo no meio da escuridão me consumindo por inteiro. Era uma chama em forma humana, um ponto de luz infinitamente pequeno no meio das trevas, mas que aos poucos começava a clarear o caminho onde estava trilhando.
Como alguém que coloca as mãos a frente do corpo para perceber algum obstáculo no escuro, percebi que de minhas mãos saiam fagulhas capazes de incendiar outras pessoas. Foi então que pude ver que não estava sozinho naquele lugar. Muitas outras pessoas estavam estáticas naquela escuridão. Aos poucos os meus olhos foram se acostumando com o brilho que saia de mim, e pus-me a andar.
À medida que eu ia passando, incendiava aquelas pessoas que estavam próximas a mim. A chama logo se espalhou, e um corredor de fogo foi criado no meio das trevas. Éramos nós que nos consumíamos, brilhando em meio às trevas, mas com um brilho infinitamente menor do que aquele que podíamos avistar no céu.
Tentei seguir adiante naquele corredor, mas fui impulsionado a olhar atrás, e vi que algumas criaturas escuras sugavam as chamas daqueles que eu havia inflamado a ponto de voltarem totalmente às trevas. Eu precisava fazer alguma coisa, precisava voltar. Mas o que fazer com uma luz tão pequena no meio daquela escuridão, qualquer coisa parecia um nada.
Mais uma vez uma centelha caiu sobre mim, não mais como um pingo de chuva, mas como um cordão que me unia ao céu. Tomado por uma força maior, me joguei contra as pessoas que ainda estavam se consumindo no corredor, e formamos um único fogo, interligado aos céus através de um cordão de fogo.
Nesse momento, tudo que era trevas foi dissipado. Como numa explosão nuclear, não enxergava nada além da claridade. Um brilho intenso que ofuscava totalmente a visão.
Aos poucos, os olhos foram se acostumando, à medida que o brilho diminuía, e eu voltava a enxergar. Foi então que fui percebendo a beleza do lugar onde eu estava. Muitas árvores, flores das mais diversas formas e cores, a grama muito bem aparada, uma linda cachoeira cujas águas corriam suave entre as pedras.
Haviam muitas pessoas naquele lugar. Todas elas tinham um brilho especial na face. Suas roupas eram tão alvas que não posso comparar com nenhuma das cores que conhecemos aqui. No céu, minha atenção voltou-se para o Sol que nos iluminava e aquecia, de um brilho tão intenso, estava com aparência de eclipse, onde uma mancha escura o sustentava. Aos poucos pude perceber que a mancha era um grande trono onde Deus estava assentado.
Ver-te enfim face a face! Não, eu não consegui. O brilho que emanava d’Ele me impedia de contemplá-lo, mas a presença envolvia-me numa felicidade indescritível, eu não conseguia mais pensar em nada a não ser n’Aquele que me fazia brilhar.
Como num despertar, fui trazido de volta a mim pelos Ministros da Eucaristia, que chegavam ao Sacrário para buscar as âmbulas para a comunhão. Ainda meio desorientado sem acreditar no que tinha visto, levantei-me dali e fui comungar.
Não sei se foi um sonho, se foi uma visão ou se realmente estive naquele lugar. Agora não cabe a mim julgar se foi real a fantástica experiência que vivi domingo a noite. No mais, só lembro da frase que Kayo me disse ao me encontrar no calçadão após a celebração: – Daniel? Que alegria é essa? Você está brilhando!
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>Eis que faço novas todas as coisas! (Ap 21,5)

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Recentemente fui presenteado com um irmão. Chama-se Anderson Gomes, e mora em Londrina, no Paraná. Mais uma vez o Amor de Deus perpassa a virtualidade da internet.
Nos conhecemos através da nova ferramenta de evangelização da Canção Nova, o Gente de Fé. A partir dali, fomos nos conhecendo através do MSN, e percebendo que tínhamos muitas coisas em comum, a começar pela vocação à santidade a qual fomos chamados. Viver em Deus, a quem de forma tão particular chamamos de Pai.

Aos poucos sua história de vida foi se assemelhando a minha em intensidades e circunstancias diferentes, mas envolvida nos mesmos questionamentos e sentimentos. De alguma forma, a alegria que chega até mim através de suas palavras e seus testemunhos me impulsionam a continuar na certeza de que não estou sozinho nessa caminhada.

Exemplo de superação, temor a Deus e especialmente renovação, esses foram os que mais me chamaram a atenção. Tenho aprendido com ele a calar diante das circunstancias, mesmo quando tudo parece estar engasgado, pronto pra sair… A melhor maneira de se reconstruir qualquer coisa é se afeiçoando ao Criador, que é Amor.

Nessa amizade que nasceu em Deus, aprendi também muita coisa sobre o tempo, que tantas vezes nos custa esperar. Tive um exemplo prático de que com o tempo todas as coisas se acomodam suavemente, recordando a Sagrada Escritura que nos diz: “Existe um tempo pra cada coisa debaixo do céu”.

O que esperamos da pessoa a quem presenteamos? Que se sinta feliz com o presente recebido. Sim, não é por acaso que o dia de hoje é o presente… Presente de Deus a nós, que nos quer ver felizes. O passado, como nos diz a canção “é água que não move o moinho do seu coração nem do coração de Deus”, como o próprio nome sugere, passou, não volta mais. O futuro, a Deus pertence, e depende das escolhas que fizermos no tempo presente. Deus nos quer felizes!

Com seu jeito simples e uma fé de quem teve um encontro pessoal verdadeiro com Cristo, une-se a mim no cumprimento da ordem dada por Jesus: “Ide pelo mundo, anunciai o evangelho a toda criatura”. Mesmo com sua timidez e por vezes a falta de confiança em si, o Anderson tem sido reflexo de Deus para mim, e me ensinado que de onde menos esperamos, Ele derrama suas graças e bênçãos sobre nossas vidas, curando-nos, restaurando-nos, encorajando-nos, amando-nos, e que “devemos evangelizar durante todo o tempo, e só se necessário usar as palavras”. Um testemunho de vida pode ser um dos mais belos evangelhos já escritos.

Através de experiências de partilhas como esta, fica fácil entender o quanto Deus nos modela a cada dia, nos fazendo homens novos, renovados em seu Amor! Agradeço a Deus por esse presente! A você, meu irmão, minha gratidão, por me fazer enxergar a vida com outros olhos. Deus te abençoe! Forte abraço.

“O Amor que Deus nos dá nos faz irmãos!”

>Sede Santos!

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Deus me presenteou com um irmão mais novo, um jovem com princípios e ideais, virtudes e limites, que busca, ama, cuida, sofre, tem sede de Eternidade. Um jovem que caminha para a santidade com alma missionária, sempre disposto a servir.

Às vezes paro a pensar… O que falta em nossas Igrejas para cumprirmos com mais eficácia o mandato de Jesus: “Ide pelo mundo, pregai o evangelho a toda a criatura”? E quando me deparo com jovens como o Vinícius, Deus me responde de forma clara: “Precisamos de uma juventude santa, que seja não a Igreja do amanhã, mas a de hoje!”.

Quando penso em Deus, o vejo jovem, cheio de energia… nada de um Deus velho e caduco a quem preciso estar lembrando o tempo todo as minhas necessidades. Deus é jovem, e precisa de nossa juventude, de nossa vitalidade para ir aonde os homens necessitem de Suas Palavras, aonde falte a força de viver e a esperança, aonde tudo seja triste apenas por não conhecê-lo.

Precisamos de uma juventude em oração! Que não tenham vergonha de professar a sua fé. Que façam cumprir a Palavra de que “jovens terão visões, filhos e filhas profetizarão”. Precisamos de jovens que saiam de seu egoísmo em direção ao próximo. Jovens que intercedam uns pelos outros, que não queiram se salvar sozinhos, mas arrastar todos aqueles que os cercam.

Tenho aprendido muito com esta amizade. Que Deus possa iluminar cada dia mais o Waldeck para que ele possa ser sempre esse reflexo em nossas vidas. Reflexo de Deus, reflexo do amor de Deus por nós. Amor que cuida, que chama a atenção quando necessário, que corrige, amor que ama. Ensina-nos, Senhor, a ser como os Círios Pascais… representando a Ti, como autênticos cristãos, consumindo-nos lentamente por amor ao próximo. Ajuda-nos a bebermos do Cálice da Paixão, e não somente buscar-Te na distribuição do Pão.

“Amigo, amigo, te guardo no coração, que Deus abençoe esta nossa união!”

A você, meu irmão, minha eterna gratidão.

>Filho de Davi, tende piedade de mim!

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“Mas Jesus Cristo veio e me achou assim tão sujo
e numa cruz por mim derramou sangue tão puro
foi assim que me salvou.”

Ao acaso encontrei aquele que iria mudar o meu modo de pensar
Eu achava que já tinha escutado muita coisa sobre conversões
nada chega perto dessa história de vida.


Um jovem que tinha tudo para dar errado.
Envolvido no tráfico de drogas, com armas…
Com sede de vingança por incidentes passados.
Dinheiro, respeito… conseguiu o que queria no momento
Mas o vazio tomou conta de seu ser… nada mais o preenchia.


Em meio às trevas o clarão o deixa cego como aquele que
estava a beira do caminho a gritar: Filho de Davi, tende piedade de mim! Num ato de entrega total, lançou-se nos braços daquele que tinha o real poder de lhe resgatar, de preencher os espaços que estavam vagos.

Cristo o escolheu e o chamou…
Hoje, ele dedica sua vida Aquele que lhe trouxe novamente a vida
Ele dedica a sua liberdade Aquele que lhe é o maior tesouro
Tesouro este que ele sonha em compartilhar com todos…

“Eu sei que posso te acançar
Decidi, não vou desistir
Vou lutar contra a multidão
Lançar-me aos teus pés
e te tocar.
Há virtude em Ti
para sarar o meu mal.”

Danilo Sanches
22 anos
Filho do Céu

>Eu nasci para dar certo!

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Teclando com um grande irmão que Deus me deu, percebi esta frase no seu MSN: “Eu nasci para dar certo!”
Por um momento tudo parou. Fiquei a pensar naquilo que acabara de ler, e a me questionar: quantas vezes nós nos consideramos perdedores, e achamos que a vida não tem mais sentido… Recordei-me imediatamente dos muitos casos que vieram até mim de jovens que pensaram em se matar.
Se todos aqueles que tivessem a tendência suicida lembrassem-se dessa frase, talvez as estatísticas fossem diferentes.
Existem palavras que tem o dom de nos devolver a nós mesmos, essa frase é assim. Ela tem a capacidade de fazer pensar, de julgar os próprios erros e impulsionar para os grandes acertos.
Deus nos quer vencedores!


Ainda na conversa, ele me falou de uma música que outrora tocou muito em sua vida: Presença Real (Noites Traiçoeiras), e me recordei da frase que diz: “Mas Deus te quer sorrindo”. Era o que estava faltando para completar a reflexão.
Deus tem planos perfeitos para nós… Fomos criados para vencer, e só podemos fazer isto com Ele. Foi o próprio Cristo que nos prometeu: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos”… Se Ele é por nós, quem será contra nós?
Às vezes a cruz parece estar pesada demais, ou as noites traiçoeiras parecem não ter mais fim… O mundo pode me fazer chorar, mas Deus me quer sorrindo sempre, porque Ele me fez para dar certo!


A você Adriano, a gratidão por esta amizade que nasceu para dar certo! Sempre nEle!